Frigoríficos usarão unidades de outros países para atender China
Redação
09.09.2021

Desde que as exportações de carne bovina do Brasil para a China foram suspensas no sábado após a confirmação dos registros de vaca louca pelo Ministério da Agricultura, a Minerva e a Marfrig informaram que outras unidades, que funcionam na Argentina e no Uruguai, serão utilizadas para atender a demanda chinesa. O país asiático é o maior importador do produto brasileiro e suspendeu a compra com base em protocolos sanitários.

Minerva informou que a subsidiária Athena Foods, que tem unidades em outros países da América do Sul, seguirá com as vendas para a China, sem comprometer sua participação do mercado. “A Minerva acredita que a suspensão das exportações brasileiras é temporária e deverá ser retomada em um curto espaço de tempo”, afirmou em nota.

Já a Marfrig, que no acumulado dos seis primeiros meses do ano, exportou 5,6% da receita líquida para a China, afirmou que também possui unidades habilitadas no Uruguai e na Argentina para dar continuidade ao trabalho. “A Marfrig acredita que a situação está dentro dos parâmetros regulares envolvendo questões sanitárias e espera que as exportações sejam retomadas em breve”, informou também em nota.

O Brasil é responsável por 40% das importações de carne bovina pela China. E apesar da suspensão devido aos casos de vaca louca confirmados nos últimos dias, não houve impacto imediato no mercado. De janeiro a julho deste ano, o país embarcou mais de 500 mil toneladas de carne bovina para o país asiático.

Outras medidas

O Frigol, quarto maior frigorífico de carne bovina do país, dará 15 dias de férias coletivas aos funcionários da unidade de São Félix do Xingu (PA). Mas segundo a companhia, a medida não tem relação direta com a interrupção temporária dos embarques, mas sim com uma baixa demanda de Israel, também um de seus importadores. A empresa informou ainda que as unidades de Lençóis Paulista (SP) e Água Azul do Norte (PA) não terão férias.

Vaca Louca

Dois casos de vaca louca atípica foram detectados em animais de idade já avançada, de acordo com o Ministério da Agricultura. A doença “atípica” é considerada de menor risco do que a forma “clássica”, pois ocorre de forma natural e apenas esporádica em bovinos mais velhos. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) concluiu que os casos não representam risco para a cadeia de produção bovina do Brasil.

Fonte: Capitalist