Lucro da Minerva quase dobra no 3º tri com cenário positivo na América do Sul
Redação
10.11.22

A Minerva Foods registrou lucro líquido de 141,5 milhões de reais para o terceiro trimestre, um salto de 95,5% ante igual período do ano anterior, impulsionado por condições favoráveis para produção e embarque de carne bovina da América do Sul, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira.

A companhia, que é a maior exportadora da proteína no continente, teve aumento de 24,4% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do trimestre, para 806,2 milhões de reais.

A receita líquida da Minerva registrou aumento de 14,5% no intervalo de julho a setembro, ante igual período do ano passado, a 8,4 bilhões de reais.

Do total, 6,26 bilhões de reais da receita bruta foi proveniente do mercado externo, com incremento de 16,5%. Além disso, o mercado interno também aumentou 11,5% em faturamento.

O CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse em relatório que o mercado internacional de proteína animal, em particular da carne bovina, segue com fundamentos e perspectivas bastante positivas.

“O aumento na disponibilidade de animais prontos para o abate em nosso continente, combinado com a restrição na oferta norte-americana de carne bovina ao longo dos próximos anos, proporcionam oportunidades únicas para os exportadores sul-americanos”, afirmou ele.

O volume de abates da empresa aumentou 3,5% no terceiro trimestre, para 983,9 mil cabeças de gado. As vendas cresceram 8,6% no período, para 323,1 mil toneladas.

Queiroz acrescentou que, aliado a esse cenário, há persistentes dificuldades sanitárias e climáticas em algumas das principais regiões produtoras de proteína animal ao redor do mundo, como Estados Unidos, Europa e alguns países asiáticos –o que melhora competitividade do produto sul-americano.

“Vale destacar também o consistente aumento na disponibilidade de gado aqui no Brasil, reflexo da retomada do ciclo bovino e uma tendência que deve se consolidar ao longo dos próximos meses”, acrescentou.

Fonte: ISTOÉ Dinheiro